|


EFEITO ESTUFA/AQUECIMENTO
GLOBAL
O uso de energia
tem sido obtida sobretudo de combustíveis fósseis, como gás natural, o
petróleo e o carvão. Essa utilização intensa dos materiais energéticos
fósseis aliado à agricultura extensiva e outros fatores que alteram a
biosfera, tem resultado num acréscimo mensurável da concentração de
gás carbônico na atmosfera. Embora automóveis e usinas produtoras de
energia contribuam com aproximadamente 5% do gás carbônico liberado em
nações industrializadas, a devastação e queima de florestas tropicais
em países como o Brasil é outro grande contribuinte.
Desde 1860, entre
90 e 180 bilhões de toneladas de carbono foram liberados na atmosfera
em decorrência de queimadas em desmatamentos acrescidos de 150 a 190
bilhões de toneladas devido à combustão de carvão, petróleo e gás
natural.

As árvores
funcionam normalmente como um depósito para o gás carbônico, após
absorvê-lo, devolvem à natureza os resíduos de oxigênio. Mas quando
são derramadas e queimadas, o carbono que contem, assim poluentes - gases =>
Dióxido de Carbono - combustão de petróleo e de
carbono, de incêndios florestais,
Clorofluorcarbono - usado em aerossóis, pela indústrias
de plásticos e em aparelhos de arcondiocionados e refrigeradores,
Metano - produzido pela
atividade agrícola, principalmente em lavouras de arroz e na criação
de gado. Óxido Nitroso - de
indústrias de fertilizantes químicos, queima de madeira e de
combustíveis fósseis.

O efeito estufa é o
aquecimento da Terra, ou seja, é a elevação da temperatura terrestre
em virtude da presença de certos gases na atmosfera. Esses gases
permitem que a luz solar atinja a superfície terrestre, mas bloqueia e
enviam de volta parte da radiação infravermelha (calor) irradiada pela
Terra. Estudos realizados mostram que nos últimos 160 anos a
temperatura média da Terra sofreu uma elevação de 0,5 ºC e, se
persistir a atual taxa de poluição atmosférica, prevê-se que entre os
anos 2025 a 2050 a temperatura sofrerá um aumento de 2,5 a 5,5 °C. As
principais conseqüências seriam a alteração das paisagens vegetais,
que caracterizam as diferentes regiões terrestres, e o derretimento
das massas de gelo, provocando a elevação do nível do mar e o
desaparecimento de inúmeras cidades e regiões litorâneas. Na
Antártida, cerca de 3 mil Km quadrados de geleiras virara água entre
1998 e 1999. Dezenas de ilhas da Oceania, entre elas Fiji, Nauru,
Tuvalu e Vanuatu, correm o risco de submergir com o aumento do nível
dos oceanos. No Recife, capital de Pernambuco, o contorno da praia
está encolhendo ano a ano. Entre 1993 e 1999, o nível dos oceanos
subiu entre 5 a 10 milímetros de acordo com estudos da Nasa, a agência
espacial norte-americana. Estima-se que, nos próximos 100 anos, a
elevação do mar pode ser de até 90 centímetros, como resultado do
derretimento das geleiras dos pólos e da expansão da água devido à
maior temperatura.


Durante o dia, a
Terra é aquecida pelo Sol e a noite perde calor armazenado, tendo por
conseqüência uma redução de temperatura, entretanto, com a camada de
poluentes presentes, o calor fica retido na terra, provocando um
aumento na temperatura média.

Para diminuir as
emissões dos gases provenientes de queima do carvão e do petróleo,
principais responsáveis pelo aquecimento global, governos de todo o
planeta assinaram em 1997 o "Protocolo de Kyoto". O acordo obrigaria os
países industrializados a diminuir entre 2008 a 2012 sua emissão de
gases poluentes a um nível 5,2% menor que a média de 1990. Mas os
Estados Unidos, o país que mais contribui para esses danos ambientais,
retiraram-se do tratado em 2001.

Essas substância
poluentes no ar atingem os seres humanos manifestando-se através de
sintomas distintos: dores de cabeça, desconforto, cansaço, palpitações
no coração, vertigens, diminuição do s reflexos (monóxido de carbono
que, em concentrações elevadas, pode conduzir à morte), irritação dos
olhos, nariz, garganta e pulmões (óxidos de nitrogênio); infiltração
de partículas nos pulmões formando ácidos sulfúricos (óxido de
enxofre); asma aguda e crônica, bronquite e enfisema (dióxido de
enxofre); câncer (hidrocarbonetos); destruição de enzimas e proteínas
(ozônio), degeneração do sistema nervoso central e doenças nos ossos,
principalmente em crianças (chumbo).

Para espécies
vegetais e animais, o aumento brusco da temperatura pode ser fatal. Na
Antártida, por exemplo, as populações de krill (espécie de
camarão bem pequeno) e de pingüins sofrem as conseqüências dos dias
mais quentes. Os pingüins estão sumindo aos poucos. O número dessas
aves diminuiu 33% nos últimos 25 anos, em decorrência do derretimento
do gelo. O krill, crustáceo adaptado aos mares gelados, pode não
resistir à sensível variação no termômetro. Só que o krill é a base da
cadeia alimentar da região. Sem ele, haverá uma alteração brutal no
ecossistema antártico. O resto do mundo não está livre de ameaças.
Assim como no continente gelado, o efeito estufa afeta todos os
ecossistemas, causando alteração nas cadeias alimentares e provocando,
portanto, desequilíbrio ambiental.


Os gases:
*
Óxido Nitriso
Origem
Natural: decomposição de nitrogênio
Humano: indústria de fertilizante, combustão de petróleo
Duração: 150 anos
*
Metano
Origem
Natureza: decomposição vegetal ou animal protegida do ar
Humana: criação de gado, produção petrolífera
Duração: 10 anos
*
Hidrofluorcarbono
Origem
Natureza: nenhuma
Humana: aerossóis, refrigeradores,arcondicionados
Duração: 40-250 anos
*
Hexafluoreto
Origem
Natural: nenhuma
Humana: equipamento eletrônicos
Duração: 3,2 mil anos
*
Polifluorcarbono
Origem
Natureza: nenhuma
Humana: produtos derivados da fundação do aluminio
Duração: variável
*
Dióxido de Carbono
Origem
Natureza: oceanos decomposição vegetal, respiração de animais
Humana: queima de combustíveis fósseis 9carvão, petróleo, gás)
Duração: 120 anos

Brasil é responsável pela emissão mundial de 3%
dos gases do efeito estufa.
O Brasil é
responsável por 3% das emissões mundiais de gases que contribuem para
o aumento do efeito estufa. De acordo com o inventário brasileiro de
emissões, divulgado nesta quarta-feira pelo governo, por ano, são
lançados do país na atmosfera pelo menos 1 bilhão de toneladas de gás
carbônico, 11 milhões de toneladas de metano e 500 mil toneladas de
óxido nitroso. Esses três são os principais gases do efeito estufa.
Esse é o primeiro estudo feito no país e são referentes ao período
entre 1990 e 1994.
O documento faz parte dos compromissos internacionais assumidos pelo
Brasil na Eco-92, a conferência de cúpula da ONU sobre meio ambiente
realizada no Rio, em 1992. Os números serão apresentados na
sexta-feira, dia 10, na 10ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro
sobre Mudanças Climáticas, em Buenos Aires.
Para minimizar o impacto
dos dados, o governo fez o anúncio dos números numa apresentação que,
além do ministro da Ciência e Tecnologia, contou com o ministro-chefe
da Casa Civil, José Dirceu, a ministra das Minas e Energia, Dilma
Roussef, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, além de
representantes do Itamaraty e do Ministério da Agricultura. No
encontro, cada um deles fez uma exposição sobre as providências do
governo para reduzir o impacto da emissão de gases

( voltar )
|
|