Educa,
filho meu, os teus sentimentos e as tuas emoções para que consigas
agir na vida de modo mais brando, sem te entregares a atitudes
desvairadas que, de alguma forma, possam demonstrar desequilíbrio
interior.
Canaliza os teus sentimentos pela fonte do amor, a fim de
que, em sintonia com os bons pensamentos, eles possam levar-te a
realizar algo de concreto em favor do bem do próximo.
Sentimentos de tristeza geram atitudes negativas de
egoísmo ou de insulamento.
Sentimentos de alegria tornam a vida mais amena,
levando-te a agir com bondade perante aqueles que te cercam.
Controlando as tuas emoções, não te entregarás a atitudes
perigosas e extremistas e que te levem a agir sem pensar. Controlar,
porém, não significa reprimir e sim, educar, para não retribuíres o
mal com o mal, com manifestações de ódio ou desejos de vingança.
É natural que todos nós externemos as nossas emoções
diante das situações inusitadas da vida. Porém, se soubermos
educá-las, jamais permitiremos que as nossas emoções nos levem a
praticar atos inconseqüentes e dos quais possa gerar algum remorso.
Emoções negativas e desequilibradas revelam embrutecimento
da alma.
Contudo, emocionar-se perante acontecimentos dolorosos na
vida de outros irmãos ou diante de pequeninos gestos de amor que nos
sensibilizem o coração, demonstra crescimento interior.
Unindo os bons pensamentos às emoções construtivas, muito
poderemos realizar no campo do bem, permitindo-nos levar alegria, paz
e esperança aos corações aflitos e desiludidos.
E, relembrando o Apóstolo Paulo, “Não te deixes
vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem”, faze com que
os teus sentimentos e emoções se transformem em realizações belas e
nobres e que te engrandeçam aos olhos do Mestre Jesus.